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Historia do botafogo. (Ano da fundação do botafogo.) escrito em terça 26 junho 2007 16:12

Blog de botafogo : Botafogo de coração, Historia do botafogo.

 Botafgo no caração>>  É um clube sócio-esportivo brasileiro,com sede no bairro de mesmo nome, na cidade do Rio de Janeiro. Suas maiores glórias esportivas vem principalmente do futebol, mas também do remo, voleibol, basquete, esportes aquáticos e outros mais. Fundado para o futebol em 12 de agostode 1904 sob o nome de Botafogo Football Club, fundiu-se com o Club de Regatas Botafogo, outro clube, fundado oficialmente em 1 de julho de 1894, do mesmo bairro que levava uma trajetória paralela, em 8 de dezembro de 1942  mesmo dia de homenagem à Santa Padroeira do clube, Nossa Senhora da Conceição. O Botafogo tem como cores o preto e o branco e seus torcedores são denominados botafoguenses.

Apelidado de o Glorioso pelas goleadas aplicadas no início do século XX, é a equipe de futebol responsável pelo placar mais elástico da história do futebol brasileiro: 24 a 0 sobre o Mangueira. O alvinegro foi base da Seleção Brasileira desde a sua fundação, sendo o recordista de convocações, tendo 97 jogadores chamados no geral e também 46 convocações para Copas do Mundo. Após o próspero momento após sua fundação e o domínio do futebol carioca no início da década de 1930, viveu seu auge na entre as décadas de 1950 e 1960. Detém também, ao lado do rival Flamengo, a maior seqüência invicta do futebol nacional: 52 jogos sem derrotas entre 1977 e 1978. Após ter sido campeão sul-americano com a Copa Conmebolde 1993 e brasileiro de 1995, foi eleito pela FIFA o 12° maior clube de futebol do século XX. Sendo rebaixado para a Série B em 2002  e retornando à elite do país no ano seguinte, o Botafogo sagrou-se a única entidade esportiva brasileira campeã em três séculos distintos, XIX, XX e XXI ao ser vencer o Campeonato Carioca de Futebol em 2006. O alvinegro também é o único clube campeão de terra, mar e ar em um mesmo ano. Venceu, entre outras competições, os estaduais de futebol, remo e aeromodelismoem 1962. O time serviu de inspiração na fundação de outros clubes homônimos, como por exemplo o Botafogo da Paraíba, o Botafogo de Brasília e Botafogo de Cabo Verde, na África.

Em números gerais, o futebol botafoguense já disputou mais de 4.700 partidas, teve mais de 2.400 vitórias e fez pouco mais de 9.500 gols em sua história. O time já jogou em mais de 100 cidades pelo mundo todo, nos cinco continentes.

Por ser um dos clubes mais tradicionais do Brasil, o Botafogo possui até um ditado popular próprio, criado por ocorrências contraditórias:

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favia alesandra é botafogo no coração. (## Arquivo de 2007 ##) escrito em terça 26 junho 2007 15:54

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Flávia Alessandra desfila com uniforme do Botafogo.fogão

No que se refere ao time de futebol do coração, Flávia Alessandra puxou aos pais, Hélio e Raquel, e torce pelo Botafogo, desde criancinha.fogão

Na tarde de sábado (19) a filha famosa deu a eles mais uma grande alegria. Flávia foi a estrela do desfile realizado na sede da rua General Severiano, bairro da Zona Sul do Rio que dá nome ao clube e no qual foi apresentado o novo uniforme do alvinegro carioca, durante o evento intitulado Feijoada do Fogão.fogão

“Estou muito feliz por ter sido a Flávia a escolhida para apresentar o novo uniforme do time do coração da nossa família”, comenta o pai da atriz, que além da mulher, estava acompanhado de sobrinhos e considerava, mais que justa, a homenagem a ex-jogador Maurício, autor do gol que deu o título do estadual de 1989 ao time, depois de um jejum de 21 anos.

Flávia Alessandra entrou na passarela enrolada na bandeira do Botafogo e foi ovacionada pelos inúmeros torcedores que participaram do evento, que contou com Thierry Figueira – outro botafoguense roxo – como mestre-de-cerimônias.fogão

“Adorei o novo uniforme e fiquei feliz por ter sido a escolhida pelo clube para desfilar. Cheguei a ficar arrepiada durante o desfile quando os torcedores se comportaram como se estivessem no estádio, gritando os bordões que empurram o time para frente. Sempre que posso, vou aos jogos do Botafogo, time que aprendi a amar desde criancinha”, diz a atriz, que não levou para o Feijão do Fogão a filha Giulia (de seu casamento com Marcos Paulo) e nem o atual marido, Otaviano Costa.

Outro famoso botafoguense que aprovou a mistura de feijão com futebol foi Mário Frias. Ele esteve na sede de General Severiano com a namorada, Juliana Camatti.

“Amo o Fogão. Vou aos jogos. Adorei essa história da feijoada e gostei muito do novo uniforme. Mas preferia que a camisa fosse toda preta, porque a branca não dá muita sorte ao time”, observa Mário Frias.

Eternos craques

Além de Maurício, que foi homenageado, participaram do evento dois outros eternos ídolos dos botafoguenses: Mauro Galvão e Gonçalves, que aprovaram integralmente o novo uniforme.                                                          fogão

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fossa maxima (## Arquivo de 2007 ##) escrito em terça 26 junho 2007 15:28

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tv globoO fim de semana não foi apenas de folga para Cuca. O técnico do Botafogo aproveitou o tempo livre para observar o Fluminense, adversário do próximo sábado, em jogo válido pela oitava rodada do Campeonato Brasieiro. O comandante alvinegro assistiu à vitória do Tricolor por 1 a 0 sobre o América-RN, no último domingo, e gostou.

- O Fluminense é um time em ascensão, pulou para o quinto lugar, e está com moral. Por isso, acredito num grande jogo no sábado - observa.

Segundo Cuca, o fato de o clássico inaugurar o Estádio Olímpico João Havelange, o Engenhão, contribuirá para que o confronto seja ainda mais disputado.
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Ana paula a justiça (## Arquivo de 2007 ##) escrito em segunda 25 junho 2007 11:23

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Depois de ter sido vítima daquilo que considerou uma injustiça da Comissão Nacional de Arbitragem (Conaf), a árbitra Ana Paula de Oliveira terá a oportunidade de virar o jogo.
No dia 23 ela colocará a justiça à mercê do seu apito e sob as regras do futebol. É que neste dia Ana Paula de Oliveira estará apitando a final da Copa da Justiça de Futebol, no clube dos Comerciários, em Ribeirão Preto. Ana Paula aceitou o convite – e cobrou um cachê de R$ 3.500,00 por jogo – para apitar duas partidas de uma hora cada.
A primeira entre a Internacionaly x 2º Cartório de Registros de Imóveis, que disputarão o terceiro e quarto lugares do campeonato. Na final, jogarão os advogados do escritório Brasil Salomão x 5º Tabelião de Notas. A Copa da Justiça é realizada há 10 anos em Ribeirão Preto e reuniu neste ano oito equipes, com jogadores que exercem profissões vinculadas ao setor judiciário.pato dalnady
Para Ana Paula de Oliveira serão mais dois compromissos fora da agenda oficial de jogos que servirão para manter a forma, e também, “engordarão” a conta corrente da bandeirinha, que tem cumprido uma extensa agenda com palestras e jogos não oficiais.
Seus erros na partida entre Botafogo e Figueirense, pela Copa do Brasil, quando anulou dois gols a favor do time alvinegro, foram as causas da punição que lhe afastou de três rodadas do Campeonato Brasileiro. Os organizadores do evento em Ribeirão Preto já dão como certa a presença de Ana Paula e já estão distribuindo convites com destaque para a presença da musa da arbitragem. “Acertamos o cachê e estamos somente esperando o dia 23 pois a Ana Paula já nos garantiu presença. Será um diferencial nesta edição da Copa da Justiça e certamente a presença dela vai valorizar muito o evento”, afirmou Fernando Beordo, responsável pela Copa.
Porém a assessoria de imprensa da árbitra diz que o acordo já foi feito, mas que depende da escala de arbitragem do Campeonato Paulista. “Se não houver nenhum jogo nesta data, já está tudo certo e ela apitará em Ribeirão com muito prazer”, disse a assessora da bandeirinha. Será a segunda atuação de Ana Paula em jogos amadores na região de Ribeirão Preto. No dia 3, ela apitou a final da 10ª Copa Varzeana de Orlândia. Neste final de semana, Ana Paula já está escalada para bandeirar José Bonifácio Esporte Clube x Internacional de bebedouro, em José Bonifácio pela quarta divisão paulista. Em breve, a bandeirinha espera retornar aos jogos do Brasileirão. Enquanto isto não acontece, Ana Paula continua sendo atração dentro e fora do campo.

“Sabia que pagaria o preço”, diz bandeira
Em entrevista ao A Cidade, Ana Paula Oliveira confirmou que já acertou tudo com os organizadores para apitar a final da Copa da Justiça, mas que ainda depende da escala de arbitragem da próxima semana. “Eu queria pelo menos estar na relação do sorteio, mas não foi desta vez. Se na próxima semana não for escalada estarei em Ribeirão Preto”, disse.
A Cidade – Você demonstrou maturidade e profissionalismo após ter sido punida. Já se sente pronta para voltar aos jogos da primeira divisão?
Ana Paula – Acho que exageraram nas críticas. Um zagueiro às vezes faz gol contra, o atacante fica sem marcar, eu errei. Prefiro atribuir tudo isso a uma má fase. Por isto penso que o árbitro quando passa por isto precisa mesmo permanecer em atividade, para fazer o trabalho de correção. Não somos como os jogadores que treinam as situações de jogo. Esta história de geladeira não deveria existir, mas sim os árbitros permanecendo com suas funções, como vem ocorrendo comigo.
A Cidade – Mas apitar na última divisão não foi um castigo duro demais? Você acha que serão adotados os mesmos critérios quando árbitros homens, e do primeiro escalão, cometerem falhas?
Ana Paula – Muita gente não fala, mas os árbitros também apitam na 4ª divisão. Isto não é novo, só que ganhou destaque porque eu fui bandeirar jogos nesta divisão após o meu afastamento no Brasileiro.
A Cidade – Nos jogos que você tem apitado como convidada, a sua opção tem sido a de árbitro principal e não de auxiliar. É seu objetivo partir para o apito e largar a bandeira?
Ana Paula – Se tiver um espaço quero sim, mas só vou quando realmente me sentir preparada. Comecei minha carreira apitando, mas optei pela bandeira pois foi com ela que surgiu espaço. Queria que as pessoas entendessem que eu estou na arbitragem porque gosto e apenas por isto.
A Cidade – O foco do seu trabalho está sendo desviado? Você nota que é tratada como celebridade do futebol e a sua função na arbitragem aos poucos tem ficado em segundo plano?
Ana Paula – Concordo que sim e tem um lado bom de ser vista desta forma e tem o lado ruim. O bom é o carinho das pessoas e tudo mais. O ruim é que muita gente desconhece as regras do futebol e distorcem as coisas, muitas vezes por ouvirem dos formadores de opinião, informações que não são corretas. Não vou ficar discutindo regra com todo mundo por aí né. (risos)
A Cidade – Não teme ser vista como uma árbitra que está parando? Você já até tem um site que disponibiliza sua agenda profissional e abre espaço para contratá-la para outros trabalhos...
Ana Paula – Eu fiz (o site) por profissionalismo e respeito as pessoas que queiram me contratar. Adoro o que faço e não penso em parar, vou continuar bandeirando, apitando e continuar o trabalho que faço fora das quatro linhas (Dá palestras e aulas no projeto “apito cidadania”, em Hortolândia), enquanto não comprometer a arbitragem. Me coloco à disposição de novas oportunidades pois como todo mundo sabe, a remuneração de um auxiliar não é como a de um árbitro e eu penso em exercer outra atividade paralela ao futebol e que posa ser útil para quando eu parar. Mas não sou uma árbitra aposentando não (risos).
A Cidade – O preço que você paga é muito alto por ser mulher?
Ana Paula – Sim. Mas eu sabia que pagaria este preço quando entrei no futebol. Não me arrependo de nada.
A Cidade – Quais são seus maiores objetivos no futebol?
Ana Paula - Meu objetivo continua sendo ir para uma Copa do Mundo. Tenho que fazer a minha parte e acho que posso chegar lá.
 

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Ana Paula (## Arquivo de 2007 ##) escrito em domingo 24 junho 2007 14:17

Blog de botafogo : Botafogo de coração, Ana Paula

Ana Paula Oliveira: bandeirinha


Ela dá impedimento. E não vaiam


ENTREVISTA - Ana Paula Oliveira: bandeirinha

Quando ela entra em campo, é inevitável um murmúrio no público masculino. O jogo começa e muitos olhares se dirigem para uma das linhas laterais onde ela está, não para o centro do gramado. Ana Paula Oliveira já se tornou personagem de destaque no futebol brasileiro. Felizmente, não só pela beleza, mas principalmente por sua incontestável eficiência como auxiliar de arbitragem.

Os primeiros cinco minutos com ela fazem desaparecer qualquer idéia de que Ana Paula seja uma deslumbrada. Ela chega ao local marcado para a entrevista de cara limpa, calça jeans, camiseta e tênis. Não reclama com o pedido do fotógrafo de aproveitar a boa luz das 16 horas e a paisagem de uma praça para continuar a sessão de fotos que havia começado às 9 horas durante sua aula de musculação. Na hora da pose, fica em frente a um casal de namorados que se beijam. Dá um suspiro e uma declaração tão espontânea quanto desconcertante. "Faz tempo que não dou um pega desses", admite. "Ando fazendo tanta coisa que estou sem tempo de namorar."

O desabafo não é charme. Quando não está viajando para atuar como auxiliar de arbitragem no Campeonato Brasileiro, Ana Paula precisa se dividir entre a preparação física, o trabalho na Prefeitura de Hortolândia (cidade da região metropolitana de Campinas), aulas de inglês, compromissos profissionais, seu site na internet (www.anapaulaoliveira.com.br) e o curso de jornalismo na Faculdade Hoyler, de bolsa semestral. Isso quando não participa dos trabalhos de uma entidade assistencial na sua cidade ou apita em algum evento no fim de semana.

No dia da entrevista, tinha passado por três cidades (Campinas, Valinhos e Hortolândia) para cumprir os compromissos. Conta que essa rotina afetou o relacionamento com o namorado de Goiânia, que ficou mais distante.


INFÂNCIA HUMILDE

Mas Ana Paula não reclama. Conta que nasceu há 27 anos na zona leste da capital e já passou dias difíceis. Aos 5 anos, mudou-se para Sumaré (hoje , o local pertence ao município de Hortolândia), por causa do novo emprego do pai. Na adolescência, vendia laranjas pela rua, coxinhas em campos de futebol amador ou trabalhava como camelô para completar a renda familiar. A situação financeira foi decisiva para que ingressasse na arbitragem aos 14 anos.

"Meu pai era árbitro e a gente nem acompanhava. Não gostava. Entrei no futebol por acaso", reconhece. Certa ocasião, o pai precisou de alguém para o trabalho de anotador da súmula em um jogo da liga amadora da cidade, o que renderia um dinheiro para as despesas da casa. "Eu fui, mas não que eu gostasse", lembra Ana Paula. "Eu não sabia o que era carrinho, o que era jogo bruto. Eu não conhecia nada disso."

O dinheiro no bolso e o incentivo dos colegas do pai fizeram com que Ana Paula entrasse para o curso de conhecimento das regras. "Diziam: 'Vai lá Ana Paula, faz o curso. Não precisa ir para o campo e a gente cuida de você. Vem que não vai ter perigo.'" Mas acabava sendo escalada para atuar como bandeirinha, se alguém se atrasava. "Foi quando eu comecei a pegar gosto e deixei a mesa para trabalhar de assistente", recorda.

Ana Paula confessa que jamais pensou em arbitragem como profissão. Quando a Federação Paulista de Futebol abriu curso feminino, sua reação não foi de entusiasmo. "Eu tinha 18 anos e disse para os meus colegas: 'Gente, isso não é para mim não.'" Fez a prova sem compromisso. Outra vez, o destino interferiu. "Na época tive de optar: ou fazia faculdade de educação física ou fazia escola de árbitros. Como minha família tinha passado por grave problema financeiro e eu teria de largar meu emprego para estudar, optei pelo curso de árbitro."


BELEZA E PRECONCEITO

Na escola, a primeira aula não foi animadora. "Meu professor perguntou: 'Você está aqui para ser árbitra ou para usar o futebol como trampolim para outra carreira?'" A resposta: "Estou aqui para aprender e se for o meu dom vamos saber com o tempo. Mas não tenho intuito de seguir outra carreira."

Depois de convencer os professores de que levava a arbitragem a sério, Ana Paula encontrou segundo obstáculo: sua beleza. O problema rendeu histórias engraçadas. "Teve uma partida de equipes juniores em que o jogador fez o gol, ofereceu-o a mim e foi comemorar comigo." A Federação se preocupou com o risco de o trabalho não ser levado a sério. "Com o tempo fui convencendo as pessoas de que eu gostava daquilo e queria conquistar respeito pelo trabalho", revela.

Se o preconceito em certos momentos foi motivo de riso, em outros causou revolta. Ana Paula afirma que o começo nas divisões de acesso profissional foi difícil. "Depois do jogo, o diretor do time que perdia reclamava. 'Mulher apitando só podia dar nisso.' Mas não via que o centroavante dele perdeu um gol, que o zagueiro furou, que o goleiro era frangueiro..."

Ana Paula conta que o tratamento melhorou quando passou a atuar na 1ª Divisão e mostrou competência. "Mudou da água para o vinho. Hoje eles me dão os parabéns e falam que estão tranqüilos." Essa mudança, no entanto, não impede que seja pressionada. Emerson Leão, por exemplo, é o técnico mais escandaloso, "cirquento". Mas que o que lhe traz mais dificuldades é Estevam Soares. "Resmunga o tempo todo", entrega. "No último jogo só parou quando disse que estava tirando minha concentração e se o time tomasse gol era culpa dele."

As cantadas em campo diminuíram. Mas Ana Paula se diverte contando sobre um jogador que aguardava a recuperação do goleiro adversário para cobrar escanteio e perguntou se tinha namorado. Ela questionou a curiosidade. "Ah. A gente poderia combinar uma coisa depois do jogo", ele respondeu. Ana foi ríspida. "Se limita a jogar bola. Olha lá! O juiz autorizou, bate o escanteio." Segundo ela, o "pretendente" obedeceu e depois do jogo foi se desculpar. Não sem deixar de emendar: "Se quiser, realmente estou disposto a sair com você."

OBJETIVOS

Ana Paula, porém, garante que hoje tem pouco tempo para admiradores. O trabalho a absorve, sobretudo porque estabeleceu nova meta na carreira, depois de ter ido à Olimpíada, no ano passado, em Atenas. "Meu objetivo é uma Copa. Não vou dizer que é a de agora, em 2006, porque está em cima e eu preciso aprimorar não só o inglês como a parte física. Preciso correr o que os homens correm", avalia."Mas quero estar, sem dúvida,em 2010, na África."

Ana Paula diz que, hoje, corre 2.550 metros em 12 minutos, e deve chegar a 2.700 metros no mesmo tempo para ter chances de ir à Copa. Para isso, toma aulas com uma personal training e faz musculação, além do curso de inglês. "Faço 50 metros em 7 segundos. Consegui igualar os homens na prova de explosão, agora falta a de resistência."

Após o fim da carreira, Ana Paula pretende ser jornalista. "Nada para agora. Mas já vou usando o que aprendo no meu site" . Por enquanto, aproveita as oportunidades. Revela detalhes sobre o ensaio que fez para a revista VIP, cujas fotos foram escolhidas pela FPF. "Não ganhei um tostão. Mas foi ótimo para me tornar mais conhecida." E quanto a posar nua? "Eu digo não, porque eu estou focando uma coisa, mas não vou dizer nunca. Não seria bom pelo que estou conquistando no futebol. Não é o momento."

MANOS

Apesar da rotina agitada, Ana Paula diz que ainda apita jogos amadores em Hortolândia, cidade com alto índice de criminalidade. "Me orgulho de dizer que ninguém mexe comigo nos bairros dos manos", observa. "Eles me respeitam porque sempre fui correta com eles." Isso, porém, não evita que Ana Paula conheça de perto a violência.

"Tinha um colega, o Marquinhos, que apitava jogos comigo. Estava sempre sem dinheiro, mas nunca vi nada demais", recorda. "Em março do ano passado, durante uma partida entre dois times de bairros barra-pesada, ele foi bandeirinha e apontou uma falta. O pessoal do time prejudicado foi para cima dele e não parava de agredi-lo com chutes e socos. Tive de me abraçar a ele para o pessoal parar", lembra. "Quando voltei da Olimpíada, soube que foi assassinado com cinco tiros na cabeça. Dizem que foi por dívida com drogas, menos de R$ 1 mil."

Outra preocupação de Ana Paula é com o futuro da arbitragem feminina. "Eu digo às meninas interessadas que, se elas pensam na arbitragem como trampolim, é melhor procurar outra coisa." Ana Paula diz que o assunto a preocupa porque sabe que as meninas da nova geração são muito bonitas e serão assediadas em campo. "Então é importante que elas tenham consciência."

 

 

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